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Cantor que denunciou ter sido agredido por PM para confessar furto de combustível é absolvido pela Justiça

Cantor e esposa denunciam que foram agredidos por policial militar, em Senador Canedo O cantor que denunciou ter sido agredido por um policial militar para conf...

Cantor que denunciou ter sido agredido por PM para confessar furto de combustível é absolvido pela Justiça
Cantor que denunciou ter sido agredido por PM para confessar furto de combustível é absolvido pela Justiça (Foto: Reprodução)

Cantor e esposa denunciam que foram agredidos por policial militar, em Senador Canedo O cantor que denunciou ter sido agredido por um policial militar para confessar um furto de combustível (veja o vídeo acima) foi absolvido pela Justiça. Warley Sebastião Carvalho era acusado de furtar cerca de 2 mil litros de combustível durante uma entrega feita para uma transportadora, em Ipameri, região sudeste. A decisão cabe recurso. Segundo o advogado da Transportadora Mundial, a defesa entrará com recurso, pois a decisão foi proferida em primeiro grau. Disse ainda que Warley fez um acordo com o Ministério Público pelo crime de furto de documentos da empresa. Sobre essa acusação, Warley disse que foi pegar o canhoto da entrega para o seu advogado, ocasião em que alega que ele e sua esposa foram agredidos pelo PM (Warley, pela segunda vez). O g1 procurou a defesa do PM e a assessoria da Polícia Militar, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O caso aconteceu em 2021, em Senador Canedo. Warley conta que, após realizar uma entrega, um cliente reclamou para a transportadora sobre certa quantia de combustível que estaria faltando na carga. Depois disso, ele relata que um policial militar, marido da dona da transportadora para quem ele trabalhava, o torturou e agrediu para que ele confessasse o crime, mesmo alegando inocência. Warley Carvalho denuncia que foi agredido por policial militar em Senador Canedo, Goiás Reprodução/Arquivo pessoal Na decisão, o juiz Carlos Eduardo Martins da Cunha considerou que a prova da materialidade do crime era frágil, pois não havia perícia técnica do caminhão ou dos tanques para atestar a falta de combustível. “Não houve prova técnica acerca do sistema utilizado para aferição do combustível ou a apreensão do combustível supostamente subtraído. Não houve localização do alegado comprador, de recebimento de valores pelo réu, rastreamento financeiro, prova bancária, apreensão de dinheiro ou qualquer outro elemento objetivo que confirmasse a alegada venda clandestina do combustível”, afirmou o magistrado. Além disso, o juiz destacou que a pessoa que constatou a falta de combustível também não foi ouvida, o que teria impedido o esclarecimento de como o furto foi atestado. A decisão afirma que é preciso ter certeza para a condenação no processo penal e que, no caso julgado, as dúvidas são múltiplas e relevantes: sobre a efetiva falta de combustível; sobre a forma de medição; a lisura da abordagem policial; a voluntariedade da suposta confissão; a inexistência de erro operacional; a participação ou não de terceiros; e sobre a própria dinâmica da entrega. Por fim, o juiz julgou a denúncia improcedente e absolveu Warley da acusação de furto qualificado mediante abuso de confiança. LEIA TAMBÉM: DENÚNCIA: Cantor e esposa denunciam que foram agredidos por policial militar, em Senador Canedo Justiça absolve major da PM que agrediu estudante durante protesto VÍDEO: PM é baleado ao tentar separar briga em posto de Goiânia Denúncia de agressão Tudo aconteceu em 2021, quando o cantor comprou um caminhão para trabalhar com entregas durante a pandemia. À época, Warley disse que a empresa o chamou para conversar no dia 3 de setembro, dizendo que um cliente havia reclamado que uma das entregas chegou com 2 mil litros de combustível a menos. “Quando isso aconteceu todo mundo ficou desesperado pensando que iam perder o cliente. A dona chamou o marido, que é tenente da PM. Eu estava na empresa aguardando, achando que iríamos conversar, mas ele já chegou me algemando com os braços para trás”, relatou. O cantor contou que foi agredido com chutes, socos, teve um saco colocado na cabeça e ainda uma toalha sobre o rosto, com água jogada em cima, para “afogá-lo”. “Eu cheguei a desmaiar e acordei com eles me perguntando para quem eu tinha vendido o combustível”, relatou. Trecho de denúncia feita pelo cantor Warley Carvalho contra policial militar em Senador Canedo Goiás Reprodução Warley disse que confessou o crime, pois não aguentava mais ser torturado e agredido. Depois disso, ele foi levado a uma delegacia e apresentado como preso em flagrante pelo furto. Em depoimento à Polícia Civil, ele disse que foi torturado para confessar e foi solto após pagamento de fiança. Na sentença, o juiz ressaltou que não podia levar em consideração a suposta confissão de Warley, pois o depoimento não foi documentado regularmente, além de ter sido supostamente obtido em ambiente de intimidação, violência ou abuso de autoridade. Ao g1, Warley informou que o processo de denúncia de agressão ainda está tramitando na Justiça, sem decisão. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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