Mulher que fingiu ter 12 anos em SC já foi presa em Goiás ao se passar por criança abusada e com agulhas no corpo para conseguir doações
Mulher que fingiu ter 12 anos para ser adotada em SC tinha sido presa em Goiás A mulher de 37 anos que foi presa em Santa Catarina ao se passar por uma adolesc...
Mulher que fingiu ter 12 anos para ser adotada em SC tinha sido presa em Goiás A mulher de 37 anos que foi presa em Santa Catarina ao se passar por uma adolescente de 12 anos já havia sido presa em flagrante, em Goiânia, em 2024. Na ocasião, Amanda Maria Souza de Oliveira, foi levada para a delegacia após policiais militares constatarem que ela mentia para conseguir doações. De acordo com a Polícia Civil de Goiás, ela foi presa por falsidade ideológica. Questionado pelo g1, o Tribunal de Justiça de Goiás informou que não foi encontrado processo com o nome de Amanda no sistema. Já a Polícia Civil não informou a conclusão do inquérito. À época, o nome de Amanda não foi revelado pela polícia e, por isso, o g1 não conseguiu o contato da defesa. Ao g1, o advogado Rafael Luiz Siewert, defensor dativo de Amanda, informou que pediu a realização de exame de sanidade mental da investigada. O pedido foi aceito pela Justiça (veja a íntegra da nota ao final da reportagem). "A única situação que pende agora é a realização do exame por parte da Polícia Científica de Santa Catarina. Mas não tem nenhuma data porque isso entra no fluxograma deles de realização", esclareceu o advogado. Em entrevista ao g1, o conselheiro tutelar Rondinelly-Ná , que acompanhou o caso na época, relembrou o que aconteceu. "Ela fez a mesma coisa aqui em Goiânia. Só não ficou esse tanto de tempo e na casa de uma pessoa. Ela chegou à rodoviária e se hospedou nos hotéis próximos", disse. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Amanda Maria Souza de Oliveira fingiu ser criança de 11 anos em Goiânia. Exames mostraram que ela possuía agulhas espalhadas pelo corpo Arquivo pessoal/ Conselheiro Rondinelly-Ná LEIA TAMBÉM Mulher com agulhas dentro do corpo é presa suspeita de se passar por criança para conseguir doações, diz polícia VÍDEO: Homem que fingia ser fazendeiro rico é preso suspeito de aplicar 50 golpes em hotéis Homem é preso suspeito de fingir ser personal trainer O tempo ao qual o conselheiro se refere é o período de mais de um ano durante o qual Amanda conviveu com uma família de Joinville, no norte de Santa Catarina. Na capital goiana, ela não chegou a ser acolhida por ninguém. "Alguém passou (para ela) o contato de uma pastora, junto com a pastora estava a obreira. Foi quando elas me procuraram, por causa da questão das agulhas", relatou Rondinelly-Ná. Segundo Rondelly, as agulhas estão presentes por todo o corpo da mulher. Quando foi atendida, ela alegou ter sido vítima de abusos na infância. Amanda Maria Souza de Oliveira esteve em Goiânia em 2024 e foi presa por falsidade ideológica, depois de fingir que tinha 11 anos e pedir doações Arquivo pessoal/ Conselheiro Rondinelly-Ná Amanda, que se apresentou com outro nome, foi levada pelo Conselho Tutelar para o Hospital Estadual da Mulher (Hemu), mas pela idade declarada por ela, o conselheiro teve que encaminhá-la para o Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad). Após a mulher relatar passagem por conselhos tutelares de outros estados, Rondenelly fez uma busca e descobriu do que se tratava. "O Conselho Tutelar do Paraná me enviou uma matéria, mostrando que ela já tinha sido presa lá. O hospital já tinha feito até uma reunião, porque ela tem agulhas próximas ao coração. Quando descobrimos, foi dada voz de prisão a ela". Em seguida, Amanda foi levada para Central de Flagrantes da Polícia Civil. Ao ser feita uma consulta nos sistemas policiais, a verdadeira idade dela foi verificada. Além disso, encontraram registros no nome dela por estelionato e falsidade ideológica em outros estados. Leia a íntegra da nota da defesa: "Fui nomeado defensor dativo da investigada, uma vez que a Defensoria Pública não atua perante o Juízo de Garantias da Comarca de Joinville. Após a análise dos autos e entrevista com a custodiada, a defesa identificou elementos que justificaram o pedido de realização de exame de sanidade mental. O requerimento foi acolhido pelo Juízo, que determinou a realização de perícia oficial para avaliação de sua condição psíquica. Neste momento, a investigada permanece à disposição da Justiça em razão da decisão que converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva e da necessidade de realização do exame pericial já determinado. A defesa aguarda a conclusão da perícia técnica, que poderá contribuir para o adequado esclarecimento das circunstâncias relacionadas ao caso e para a adoção das medidas processuais cabíveis. Por respeito ao andamento das investigações e aos direitos da investigada, não serão prestados comentários sobre o mérito dos fatos neste momento. Rafael Luiz Siewert - OAB/SC 30.361" 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás